Criação do Memorial da I Grande Guerra

Até Abril de 2018 não existia no Reino Unido um memorial aos militares portugueses que morreram na Grande Guerra. 

Como resultado do envolvimento do país na I Grande Guerra, entre 1916 e 1918, mais de 100 mil soldados portugueses foram para a guerra. Duas divisões portuguesas lutaram na Flandres do lado da Entente durante a I Grande Guerra Mundial. As unidades portuguesas lutaram também juntamente com as britânicas em África. Tiveram elevadas baixas na Batalha de La Lys, em Abril de 1918. Perto de 12 mil homens morreram, incluindo africanos de Angola e Moçambique, que serviram nas Forças Armadas. Muitos foram feridos, mais de seis mil foram dados como desaparecidos e mais de sete mil foram feitos prisioneiros. Mais de 100 navios portugueses foram afundados ou danificados por submarinos alemães. Foram também registadas baixas civis na Ilha da Madeira, que foi bombardeada em duas ocasiões. 


Em homenagem às vítimas portuguesas, foi colocada uma janela de vitrais na Igreja de St. James, em Twickenham, no distrito londrino de Richmond upon Thames, que há mais de 100 anos mantém uma forte ligação com Portugal. A Igreja de St. James foi também a capela preferida do Rei D. Manuel II, exilado na primeira metade do século XX. Marcando o centenário da Batalha de Lys, as janelas do memorial foram descerradas a 9 de abril de 2018 pelo Marechal de Campo Lord Guthrie do Craigiebank e S.E. o Senhor Manuel Lobo Antunes, Embaixador de Portugal no Reino Unido.